Comecei a fazer uma varredura da minha coleção de trilhas no antigo blog, mas parei no caminho. Como mudei de apartamento nessa semana, acabei dando de cara com elas - e a trilha sonora do filme da mudança, furos na parede, caixas de livros e filmes e etc e tal acabou sendo Bernard Herrman, John Barry, Howard Shore e outros. Boa pedida para avaliar com calma o que eu tenho por aqui para sugerir a quem gosta...
Ennio Morricone - Soundtracks for Sergio Leone![]()
Reúne as trilhas dos grandes westerns de Sérgio Leone dos anos 60, que fizeram também a fama do compositor, e de outras colaborações com o grande diretor italiano. “Por Um Punhado de Dólares”, “Por Uns Dólares a Mais”, “Três Homens em Conflito”, “Era uma vez no Oeste”, “Era uma vez na América” e "A Fistfull od Dynamite". Obrigatório na estante de qualquer cinéfilo, goste ou não do western, gênero mais contemplado na coletânea. Ao todo, são 23 músicas. A sensação é, muitas vezes, de estar andando em uma rua empoeirada do velho oeste com a areia batendo na cara, com um palito de fósforo na boca e a barba por fazer. Os destaques vão para "Per un Pugno di Dollari" e a música tema de "Era uma vez no Oeste" ( a melodia do Homem da Harmônica é a que mais remete ao sentimento descrito acima ). Já o tema de "Três Homens em Conflito", provavelmente o tema de todos os tempos do faroeste, já esgotou um pouco nos meus ouvidos. Deve ser por ter ouvido tanto ao longo desses anos: é um trabalho absurdamente simples e referencial.
John Barry - 40 Years of Film Music
Dose cavalar de John Barry: 4 cds com tudo de melhor que o compositor fez em 40 anos de cinema. Talvez dois, ou um cd, agrupasse melhor os temas mais famosos do compositor, mas para registro e memória, é uma coletânea de respeito. Os destaques vão para os temas dos primeiros filmes de 007, “Born Free”, filme que tornou-se cult nos anos 60 – se não me engano aqui no Brasil se chamou “A História de Elza”, e figurou como campeã da Sessão da Tarde, contando a história de uma Leoa adotada por um casal de pesquisadores na África – e a trilha de “Perdidos na Noite”. As mais famosas são as mais recentes ( ignore as trilhas de filmes como A Letra Escarlate, O Especialista e Proposta Indecente ) como “Entre dois Amores”, “Em Algum Lugar do Passado” e o ponto alto da carreira de Barry, a premiada trilha de “Dança com Lobos”
Alan Silvestri - Best of Soundtracks
Eis um dos mais subestimados compositors do cinema moderno. Silvestri casou som com imagens à perfeição nos filmes de Robert Zemeckis. Claro que a principal menção ao compositor está nas trilhas para “De Volta para o Futuro” ( os três temas dos três filmes estão aqui, e ele consegue a proeza de, embora usando o mesmo tema, fazer para cada filme uma música ligeiramente diferente que capta perfeitamente o espírito do filme, da nostalgia do primeiro passando ao clima futurista do segundo e ao western, com rápidas menções a Ennio Morricone ). A trilha de Silvestri, com exceção dessas três, não é lembrada por temas populares – a exceção talvez seja Forrest Gump, talmbém presente aqui. Mas uma coletânea que abre com a contagiante trilha de “Tudo por uma Esmeralda”, pérola dos anos 80 que vale sempre a pena rever, com certeza é para guardar na estante.
Mais coletâneas em breve.
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Um apanhado dos melhores momentos do especial The Lord of the Rings Symphony, regido por Howard Shore ( estou atrás deste DVD desesperadamente ). Para relembrar as mais conhecidas melodias da trilogia.
Concerning Hobbits / The Shire
The Bridge of Khaza-Dum
Rohan
Return of the King
The Breaking of Fellowship
The March of Ents
The Grey Havens
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Faz parte daquela pequena imensa legião de admiradores de "De Volta para o Futuro"?
Faz o seguinte: aperta play, assista até o fim e volte no tempo...
Hugh Anthony Cregg III alcançou estrondoso sucesso com "The Power of Love"em 1985, música que marcaria a trilogia De Volta para o Futuro. Mais conhecido pelo nome Huey Lewis, era o líder da banda Huey Lewis and the News, e atuou como ator também em filmes como Shot Cuts, Duets, Esfera e Rede de Intrigas. Em "De Volta para o Futuro" faz uma ponta como juiz do concurso de bandas em que Marty é desclassificado.
"The Power of Love" foi indicado ao Oscar e ao Globo de ouro de melhor canção. Não venceu em nenhuma categoria - como se isso influenciasse no sucesso que a música faz ainda hoje.
Para todos aqueles que sentiram um misto de nostalgia de um tempo que nunca viveram, que se viram refletidos na amizade, nos gestos, nas atitudes e nos dramas de 4 amigos em "Conta Comigo", vai um presente, estrelado por Ben E. King, Wil Wheaton e River Phoenix, gravado pelos 3 algum tempo depois do filme.
Ben E. King (nascido Benjamin Earl Nelson em 28 de setembro de 1938, em Henderson, Carolina do Norte) mudou-se para o Harlem, em New York, com a idade de 9 anos. Começou como cantor de soul no ínicio dos anos sessenta.
Em 1958, Ben Nelson juntou-se a um grupo de "doo wop" chamado "The Five Crowns". Mais tarde, naquele ano, o agente do "The Drifters" despediu todos os membros e trocou-os pelo pessoal do"The Five Crowns". Nelson ajudou a escrever "There Goes My Baby", o primeiro sucesso dessa nova versão dos "The Drifters". Também fez o vocal solo em "Save the Last Dance for Me", uma canção escrita por Doc Pomus e Mort Shuman. Cantou, também, em "Dance With Me", "This Magic Moment", "I Count the Tears" e "Lonely Winds". Ben E. King gravou dez canções com o "The Drifters".
Leia mais em
http://lagrimapsicodelica.blogspot.com/2008/02/ben-e-king.html

Assisti neste final de semana "Morricone por Morricone", concerto em que o mestre italiano rege a Orquestra Filarmônica de Berlim. Bom demais. Muita coisa boa ficou de fora, como outros westerns dos anos 60 da trilogia com Sergio Leone (apenas Três Homens em Conflito, o tema mais famoso, foi executado). Em contrapartida, Cinema Paradiso, A Missão, Era uma Vez na América, Os Intocáveis, e Era uma vez no Oeste. Quando ouvi essa última música, não pude deixar de lembrar de dois filmes. É, dois...
A primeira cena que vem à mente é a clássica cena da chegada do Trem à Estação, quando a recém viúva Cláudia Cardinale desembarca na cidade. Toda a história gira em torno da disputa por terras - as dela estão no caminho de uma ferrovia em construção - e da busca por vingança, no caso do personagem de Charles Bronson que busca o vilão interpretado por Henry Fonda.
Não acho, pessoalmente, que seja um filme fácil de assistir como foram os outros westerns de Leone - principalmente a famosa trilogia dos dólares com Clint Eastwood: Por um Punhado de Dólares ( o melhor para mim ), Por Uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito. Mas, inegavelmente, "Era uma vez no Oeste" é o mais clássico deles e o mais valorizado. A história é contada de forma lenta, closes tomam a tela, a trilha sonora é majestosa e o elenco é grandioso. Os personagens são marcantes - o vilão de negro de Fonda é uma homenagem a outros vilões do western, principalmente o de "Shane - Os Brutos Também Amam", mas supera a todos eles: nesse caso, o ator faz toda a diferença e a câmera de Leone só valoriza esse "pequeno" detalhe com os closes.

A cena inicial, com os três bandidos aguardando o trem onde o "homem da harmônica"( personagem de Bronson ) está chegando, é clássica, mas é na chegada do trem á cidade que está minha preferida. Vemos apenas Cláudia descendo do trem, aguardando que a venham buscar. Ninguém aparece. Ela olha para o relógio e a música de Morricone começa a tocar, lentamente. Desse ponto em diante, é uma tomada apenas, sem cortes, com a câmeras mvendo-se com ela: ela se dirige à estação, entra nela, pede informações e, por fim, sai em direção à cidade. A chegada do progresso - o tema da ferrovia e da própria cidade nascendo no oeste - é também abordada por Leone, numa época em que o próprio gênero agonizava. A câmera não entra com ela na estação. Prefere acompanhá-la de fora, e quando ela ruma para a cidade, sobe, passa por cima do telhado da estação e enfim vislumbra a cidade - uma cena sempre emoldurada pela trilha sonora do mestre Morricone.
Falei que dois filmes vêm á mente quando ouço essa música. Explico: Robert Zemeckis fez uma homenagem a essa cena em particular em De Volta para o Futuro 3, na cena em que Marty McFly chega à cidade. É a mesma cena, o mesmo movimento da câmera passando por cima do telhado e descortinando a cidade. A homenagem é tão bonita e bem feita que sempre ligo uma à outra - mas nada substitui a original, claro.